segunda-feira, 1 de março de 2010

Vamos aprender a somar e a dividir?


Quem Sabe Somar Sabe Dividir

Somar é a primeira operação matemática que se aprende, a que temos mais facilidade e que gostamos mais.
Primeiro agente gosta de somar várias vezes palitos e giz, depois brinquedos e roupas da moda, depois somar dinheiro, depois somar carros e casas, e sempre somar alegria e felicidade. Isto já é multiplicação, que também é fácil de aprender, é só somar várias vezes a mesma coisa.
A Segunda operação que aprendemos é a subtração. Aí começa a ficar estranho. Principalmente quando tem que pedir emprestado na casa do vizinho, digo, casa decimal ao lado. Ninguém gosta mais de diminuir do que somar.
Quando chega na divisão é quase um desespero, ainda mais quando sobra um resto. É que ninguém entende aonde ou pra quem vai ficar o resto. Até no cotidiano ninguém gosta de dividir nada. A dificuldade no aprendizado não parece à toa, o homem rejeita essa prática.
Quando o homem aprender a dividir corretamente e saber onde deve ficar o resto, entenderá que é o mesmo que somar para alguns, mantendo a quantidade de outros, sem necessariamente subtrair de alguém, ou seja, é o mesmo que somar igual para todos; entenderá também que somando os restos teremos mais um inteiro divisível, fazendo outros felizes. O resultado final também é uma soma, a soma da felicidade geral. Poderíamos até chamar esta operação de soma distribuída.
Com esta visão, com certeza a matemática daria mais resultados, talvez fosse dispensável aprender contas de dividir e os homens continuariam felizes a somar palitos, brinquedos, dinheiros, carros, casas e felicidade, porém não somente para si. Quem sabe?

Odylanor Havlis

sábado, 30 de maio de 2009

Tom Jobim

Até em músicas a Matemática está presente.
Além de compor a escala musical, de estar nas variações de funções senoides de transmissão de som a Matemática também pode ser um tema interessante.
Tom Jobim fez isso maravilhosamente quando criou a música "Aula de Matemática".



Poesia



Até os poetas utilizaram termos e conceitos matemáticos para abrilhantar as suas poesias.
A criatividade permitiu que Millôr Fernandes escrevesse essa linda estória de amor entre um quociente e uma incógnita. Vale a pena ler e trabalhar em sala!

Poesia Matemática


Millôr Fernandes

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Matemática no cotidiano

A maneira como geralmente se dão as práticas pedagógicas voltadas para a aprendizagem dos conteúdos matemáticos, em sala de aula, muitas vezes, faz com que não notemos como ela está presente em tudo ao nosso redor.

Acabamos criando certo tipo de aversão à Matemática quando não entendemos a utilidade em aprender todas aquelas operações e símbolos. Não percebemos muito sentido em tudo aquilo. No entanto, ao vivenciarmos a Matemática de forma mais prática e concreta começamos a nos interessar pelos grandes benefícios que os conceitos matemáticos podem nos oferecer.

Para mostrar um pouco dessa relação entre a Matemática e as coisas, segue o vídeo "Donald no País da Matemágica".





Cálculos Matemáticos

Na educação infantil é interessante que se estimule a intuição, a manipulação e os cálculos envolvendo os números. Assim segue uma dica de prática pedagógica sob a forma de uma WebQuest, que propõe uma atividade prática a ser desenvolvida em sala de aula. Essa atividade desenvolve a criatividade e a noção de formação dos números, através de agrupamentos e das quatro operações básicas,além de incentivar o aluno a desenvolver sua capacidade de comunicar-se em público.

domingo, 24 de maio de 2009


Sejam todos muito bem vindos ao maravilhoso mundo da Matemática!


Este blog está sendo criado por Angélica Brasil e Celina Dantas alunas do curso de Lic. em Matemática da UNEB Ead - Feira de Santana, com o propósito de mostrar a importância da Matemática no nosso cotidiano, bem como, propor atividades divertidas para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.


Espero que todos gostem, aprendam, se divirtam e comentem.


Você gosta de Matemática?